Caçando tesouros? Comece usando o espelho

Publicado em 4 de outubro de 2011 por Mônica Latorre
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A verdade, conforme algumas tradições milenares, é algo permanente, ou seja, segue válida e sábia, independentemente do tempo e do espaço. Com a devida atenção, podemos reconhecer algumas leis universais, princípios que não só “funcionam” como nos guiam, independentemente de nossa vontade, reconhecimento ou aceitação. E meu intento aqui hoje é explorar uma máxima bastante antiga: o conhecimento sobre nós mesmos como um elemento-chave para o crescimento.

Pensador

Buckingham e Clifton, no livro “Descubra seus pontos fortes”, batem forte numa noção “simples”, embora ainda não devidamente internalizada nas organizações: pessoas bem-sucedidas usam sua energia para aprimorar aquilo que fazem de melhor e não buscando compensar carências ou corrigindo “fraquezas”.

Mas como saber no que sou bom? Qual meu efetivo potencial? O raciocínio de Sócrates novamente pode ser muito válido aqui. A introspecção é um atributo importante neste momento. Muitas vezes sou questionada neste sentido e, invariavelmente, convido o interlocutor a se auto-observar. E, via de regra, percebo ceticismo ou desconfiança quanto a esta sugestão. Pois bem. Talvez para complicar um pouco, mas também pela complexidade humana, inúmeras são as teorias e terminologias para definir nossos estilos, que ensejam nossas preferências.

Encruzilhada

Talentos, segundo tais autores, são “seus padrões naturalmente recorrentes de pensamento, sentimento ou comportamento que podem ser usados produtivamente”. Ou seja, parecem tão naturais que muitas vezes sequer são reconhecidos. Embora ainda não seja um exercício tão corriqueiro, podemos não apenas identificar nossos talentos, mas ainda alimentá-los, expandi-los. E mais: não seria este nosso maior desafio? Nos apropriarmos continuamente de nosso potencial e manifestá-lo, trazendo vitalidade à vida?

Olhar-se no espelho, entretanto, nem sempre é agradável. Para se reconhecer por inteiro, é preciso explorar cada cantinho, da linda sala de estar ao mais empoeirado e contaminado porão. E talvez este seja um dos principais motivos a nos afastar do mergulho interior. Mas sim, é preciso saber de antemão que, independentemente de nosso estilo ou talento principal, nos desenvolvemos e somos bons em algo e não tão geniais ou adequados em outro. Afinal de contas, são hemisférios cerebrais diferentes. Sinapses específicas. Crenças e valores diversos. O perfeccionismo ou a necessidade de trazer à luz apenas o que “tem valor” embota qualquer movimento de expansão. Ao represarmos nossas imperfeições, trancafiamos também nosso brilho.

Faça um exercício de reflexão: quais minhas facilidades? Em que me destaco, naturalmente? Que adjetivos ou mesmo apelidos carrego, outros me sinalizam com frequência? Que atributos meus são demandados, seja em família, seja no trabalho? Quando me sinto vitorioso? O que mais prezo em minhas ações, no meu dia-a-dia? E depois, pergunte o que seus amigos, familiares, colegas e a todas as pessoas que lhe são caras o que elas têm a lhe dizer sobre isto.

Esta discussão continua…

Mônica Latorre

Mônica Latorre Psicóloga, mestre em educação de empreendedores, coach com certificação internacional pelo Integrated Coaching Institute (ICI) e facilitadora de grupos de Pathwork, Mônica desenvolve atividades de consultoria e capacitação em desenvolvimento pessoal, com ênfase em protagonismo e desenvolvimento do comportamento empreendedor. Escreve aqui no blog sobre coaching, desenvolvimento de pessoas, protagonismo, liderança, comportamento empreendedor e psicologia organizacional.

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