Negociação em Jogo

Publicado em 14 de dezembro de 2011 por Mônica Kalil
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Você conhece um bom vendedor, daqueles que é capaz de vender geladeira para esquimó? Admirável a performance de pessoas assim, não? Postura, tom de voz, escolha vocabular, sorriso, olhar: tudo contribui para que ela conquiste seu cliente/presa. É tudo tão “natural” que parece estar “no sangue”. Pois acredite: não está!

Um bom vendedor não nasce, se faz. Para sua formação colabora a sociedade, o núcleo familiar, a experiência de vida, a base escolar, etc.

Existe, talvez, um talento natural para a comunicação ou para os números. Mas quem não desenvolve esse dom acaba se tornando um “chato” e tem resultados econômicos medíocres. Hoje, por exemplo, não basta estabelecer uma relação de vendedor/comprador. Muitas outras combinações existem: troca, investimento, parceria…Para ampliar os recursos de negociação é preciso exercitar e se aventurar em novas possibilidades.

Algumas destas possibilidades são vistas – e exercitadas – na oficina “Negociação em jogo“, que reúne vários jogos de empresa para desenvolver nos participantes características e conhecimentos que melhoram o desempenho de quem trabalha com negociação.

Os esquimós que se cuidem!

(Originalmente publicado no blog da Mókpi.)

A Ativar está oferecendo a partir de agora a oficina Negociação em Jogo, para pequenos grupos, in company, com o objetivo de ampliar o repertório de possibilidades para uma negociação, visando realizar bons negócios para todas as partes envolvidas. A oficina fica a cargo de Mônica Kalil Pires, doutora em Literatura Comparada, professora de oficinas de criação literária e empresária de jogos para treinamento.

Mônica Kalil

Mônica Kalil Doutora em Literatura Comparada, professora de Mitologia Grega e de oficinas de criação literária e estudiosa das relações interculturais, Mônica é facilitadora de jogos de empresa e proprietária da Mókpi: a cultura em jogo.

Daniel Weinmann Faz e Acontece: Veja como foi

Publicado em 29 de novembro de 2011 por Ativar
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No dia 21 de novembro, em parceria com a Ideale Gestão da Comunicação e com o apoio de Nós Coworking, Usina de Notícias, Engage, Irmãos Ferraro e Maranghello, realizamos o evento Daniel Weinmann Faz e Acontece: Histórias de como o Crowdfunding se tornou sinônimo de ação coletiva no Brasil, dentro da programação da Semana Global do Empreendedorismo.

Veja como foi nosso bate-papo com Daniel Weinmann:

Como a experiência foi super positiva, pretendemos repetir a dose com novas edições ao longo de 2012, trazendo outras histórias de empreendedores que fazem e acontecem.

Se você tem alguma sugestão de tema ou de alguma história bacana para ser contada, mande para nós deixando um comentário!

Ativar

Ativar A Ativar desenvolve consultoria de planejamento e estruturação de projetos de negócios e de desenvolvimento de pessoas e equipes para empresas e profissionais da economia criativa.

O que você está fazendo é importante ou urgente?

Publicado em 23 de novembro de 2011 por Mônica Latorre
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Cada vez mais o discurso oficial nas organizações privilegia a qualidade de vida, a atuação pautada em valores, a eficácia. Muitos esforços são empregados em técnicas e ferramentas utilizadas para fortalecer atributos que “produzem resultados”: planejamento, controle, gerenciamento, competências… Ao mesmo tempo, há uma provocação recorrente dos mais diversos autores que discorrem sobre tais temas: o quanto isto tudo está realmente conectado ao que nos faz sentido?

É claro que precisamos gerenciar melhor. Desenvolver competências, sem dúvida! Mas estamos buscando isto para liderarmos nossas vidas, sermos mais plenos e efetivos? Ou seria para atender expectativas e elementos “externos”, por que agora “temos que”, e mais uma vez tratamos de colocar mais um item em nossa “lista de tarefas”?

Covey (2003), em seu livro “Primeiro o Mais Importante: como ter foco em suas prioridades para obter resultados altamente eficazes”, comenta que poucas são as pessoas que percebem o quanto a urgência controla suas vidas. Mas… se esta sensação é tão estressante e desgastante, por que perdura tanto na atualidade? Dentre as possíveis causas, não seria bastante sensato considerar que o “matar um leão por dia” é tido como algo glorioso, que confere poder, status e mesmo um senso de heroísmo e valor único? Workaholics têm sensações de auto-estima, plenitude, controle, segurança e realização. O vício por adrenalina é tão difundido e valorizado hoje em dia que muitas vezes entramos nesta onda, seja para não destoar, seja porque ele, de fato, sacia e gratifica de alguma forma.

“A síndrome da urgência é um comportamento autodestrutivo que preenche temporariamente o vazio criado por necessidades não-atendidas. (…) é tão perigosa quanto qualquer outra dependência”. (Covey, 2003, p. 29)

Para se gerar mais resultado, diz o senso comum que é preciso trabalhar mais. Logo, o sucesso está mais associado ao esforço do que à eficácia, o volume se sobrepõe ao foco em resultados. E reiterando Covey, vou aqui me arriscar e destacar algo não muito agradável para se reconhecer: a “voracidade pelo fazer” como compensação à sensação de vazio.

Confundimos prazer com satisfação. Enquanto o prazer é mais efêmero, associado ao sensorial, a satisfação é de âmbito psicológico, gera contentamento, expansão. O prazer a gente compra; a satisfação se conquista; exige investimento de energia psíquica; implica desenvolver capacidades e habilidades de superação efetiva. Aqui não cabe a cultura do atalho, ou as exigências do ego, que quer tudo “agora”.

Não há qualidade de vida efetiva sem a construção da satisfação. E ela não vem em pacotes. Não se faz via downloads. Não se parcela no cartão. E depende, exclusivamente, de cada um. E aí, uma velha questão: quantos de nós tem a real disponibilidade de, inspirados nas leis da natureza, preparar o terreno, semear, cuidar das inúmeras condições ambientais para, aí então, perceber que apenas algumas sementes germinam, e destas crescem lindas árvores que nos proporcionam o desfrute de deliciosos frutos?

Talvez grande parte de nossas fortes intenções e ações estejam em prol de uma realização superficial, que, na verdade, almeja o controle, a diferenciação pela separação. A autoconfiança, portanto, pode ser algo distorcido, exagerado e defensivo. Ou genuína, quando resulta de um longo e sábio processo, em que adversidades são de fato vistas como oportunidades de crescimento aprendizado. A vida, nesta condição, torna-se repleta de satisfação e qualidade.

Esta reflexão continua…

Mônica Latorre

Mônica Latorre Psicóloga, mestre em educação de empreendedores, coach com certificação internacional pelo Integrated Coaching Institute (ICI) e facilitadora de grupos de Pathwork, Mônica desenvolve atividades de consultoria e capacitação em desenvolvimento pessoal, com ênfase em protagonismo e desenvolvimento do comportamento empreendedor. Escreve aqui no blog sobre coaching, desenvolvimento de pessoas, protagonismo, liderança, comportamento empreendedor e psicologia organizacional.

Ativar e Ideale realizam evento na Semana Global do Empreendedorismo

Publicado em 10 de novembro de 2011 por Ativar
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Em parceria com a Ideale Gestão da Comunicação e com o apoio de Nós Coworking, Usina de Notícias, Engage e Irmãos Ferraro daremos a nossa contribuição para a Semana Global do Empreendedorismo com a realização do evento Daniel Weinmann Faz e Acontece: Histórias de como o Crowfunding se tornou sinônimo de ação coletiva no Brasil.

Faz e Acontece

Onde? Nós Coworking
Quando? 21 de Novembro de 2011, às 19 horas
Programação:
19:00 – Credenciamento
19:30 – Palestra + Bate-Papo com Daniel Weinmann
20:30 – Networking
21:30 – Encerramento

Para se inscrever no evento, acesse www.ativar.net/fazeacontece.

Ativar

Ativar A Ativar desenvolve consultoria de planejamento e estruturação de projetos de negócios e de desenvolvimento de pessoas e equipes para empresas e profissionais da economia criativa.

Se aproximando do espelho…

Publicado em 31 de outubro de 2011 por Mônica Latorre
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Embora sejamos únicos, o cérebro humano tem uma necessidade absurda de entendimento, categorização. Colocar qualquer informação (veja bem, qualquer informação!) em uma caixinha nos deixa mais seguros. É a velha questão de querermos confirmar nossas idéias, percepções, justificar nosso jeito como o mais adequado ou correto, etc.

A discussão sobre tipologias, perfis, estilos ou até diagnósticos psicológicos também é tão antiga quanto complexa, afinal de contas novamente temos uma “leitura” da realidade a partir dos olhos de alguém. No livro Relacionamentos: como desenvolver relações saudáveis e equilibradas que farão a diferença em sua vida pessoal e profissional, Gustavo e Madalena Boog fazem um breve e rico resgate de algumas das tipologias esboçadas ao longo dos séculos, elencando alguns expoentes como Hipócrates, Jung, Adizes, Rick Barrera, Moore e Gillette e Marston.

Como venho utilizando com bastante êxito o DISC, trago aqui especificamente breves noções sobre esta teoria, postulada pelo psicólogo Dr. William Moulton Marston. Para o autor, existem quatro tipos básicos de comportamentos previsíveis observados nas pessoas. E estes ocorrem a partir da combinação de duas dimensões: uma interna – como me vejo no mundo (sou capaz ou não de modificar o mundo) e outra externa – como vejo o mundo (amigável/favorável ou hostil/não amigável). As quatro características resultantes desta matriz são: Dominância (D), Influência (I), Estabilidade (S) e Conformidade (C) (variações nestes termos podem ocorrer em função do referencial utilizado).

Para ficar um pouco mais claro, abaixo listo o que chamamos de características consistentes de cada estilo. Certamente você, ao ler alguns termos, já vai se situar de alguma forma:

Quadro DISC

Sabemos que todas as pessoas apresentam todas estas qualidades, ou seja, podem demonstrar tais padrões, em momentos diferentes, porém em graus diversos.

Ao ter consciência de suas tendências de atuação, entretanto, você qualifica suas interações pessoais e, ainda, por conhecer e valer-se dos talentos naturais de seu estilo, contribui de modo preciso e assertivo nos mais diversos cenários. É bastante provável, portanto, que novos graus de satisfação em termos pessoais e profissionais sejam alcançados.

Na era do conhecimento, o aprendizado é algo vital e a motivação pode ser um dos seus principais ingredientes. Aprender algo que se considera importante automaticamente tem outro sabor. Trabalhar alinhado com os propósitos e de acordo com as próprias preferências catalisa talentos e, portanto, não tem contra-indicações!

Mônica Latorre

Mônica Latorre Psicóloga, mestre em educação de empreendedores, coach com certificação internacional pelo Integrated Coaching Institute (ICI) e facilitadora de grupos de Pathwork, Mônica desenvolve atividades de consultoria e capacitação em desenvolvimento pessoal, com ênfase em protagonismo e desenvolvimento do comportamento empreendedor. Escreve aqui no blog sobre coaching, desenvolvimento de pessoas, protagonismo, liderança, comportamento empreendedor e psicologia organizacional.

Antecipe a lista de resoluções de Fim de Ano
com o Life Review

Publicado em 19 de outubro de 2011 por Ativar
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O fim do ano se aproxima e, com ele, começam os pensamentos sobre o que passou neste ano e sobre o que queremos para o próximo. Normalmente, dezembro de cada ano é o tempo de revisar nossas vidas e de avaliar se estamos indo para o rumo certo.

Mas será que é necessário esperar até 31 de dezembro para rabiscar a tão famigerada lista de resoluções de fim de ano, como se neste dia mágico estivesse o pote de ouro no final do arco-íris? Será que precisamos esperar a virada de ano para começar a escrever novas histórias e a melhorar aquilo que precisa ser melhorado?

Pensando nisso, a Ativar está lançando o Life Review, um processo sistematizado de reflexão sobre as diversas áreas da vida, destinado a ajudar você a organizar e priorizar suas ações de desenvolvimento pessoal, no qual você analisa seu estado atual e estabelece caminhos para a conquista de seus objetivos.

Life

Agora, você não precisa mais esperar até o fim do ano para começar a sua reflexão. Apoiado por um profissional de coaching, com o Life Review você começa desde já a avaliar sua vida nas mais diversas dimensões – carreira, finanças, intelectualidade, saúde, espiritualidade, lazer, vida social, família, relacionamento amoroso, etc. – a estabelecer suas prioridades e a traçar planos de ação que funcionam (e não listas de resoluções impossíveis que depois ficam esquecidas).

Encruzilhada

E então, para que esperar? Você está pronto para começar sua revisão?

Para saber mais sobre o Life Review, acesse http://www.ativar.net/life-review.

 

Ativar

Ativar A Ativar desenvolve consultoria de planejamento e estruturação de projetos de negócios e de desenvolvimento de pessoas e equipes para empresas e profissionais da economia criativa.

O que esperar de 2012?

Publicado em 10 de outubro de 2011 por Carlos Steffen
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Sim, uma vez mais estamos nós às vésperas de ano novo…

Recém começou o último trimestre, mas este sempre traz consigo pensamentos do tipo “nossa, ainda tenho muito pra fazer este ano!” ou “o que vou planejar de novo para o ano que vem?”.

De agora até o estourar de fogos pela chegada de 2012, a pressão só faz aumentar! E com ela a profusão de previsões e análise de tendências.

Não temos visão de bola de cristal e muito menos a pretensão de esgotar o leque de possibilidades, mas arriscamos aqui alguns palpites para a realidade brasileira:

Ambiente Econômico

  • Aumento de exportações e também de importações; redução no saldo da balança comercial;
  • Incremento do PIB – 3,74% segundo projeções do Banco Central;
  • Recessão nos EUA, na Zona do Euro e no Japão; incerteza quanto ao crescimento dos países desenvolvidos;
  • Incerteza na Bolsa de Valores; empresas brasileiras tendem a ir bem, mas há instabilidade devido à crise na economia mundial;

Ambiente Tecnológico

  • Crescimento do mercado de dispositivos móveis, como smartphones e tablets;
  • Incremento de acesso à Internet via banda larga;
  • Aumento da disponibilidade de serviços sob demanda;
  • Consolidação do comércio eletrônico;

Ambiente Político-Legislativo

  • Início de atuação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, ministério criado para alavancar a participação das empresas de pequeno porte na economia;
  • Desoneração de tributos para segmentos de interesse estratégico do Governo, como por exemplo equipamentos de redes, dado o Plano Nacional de Banda Larga;
  • Incremento dos investimentos do governo e agências de fomento nos diversos segmentos da Economia Criativa – tecnologia da informação, design, turismo, moda, gastronomia, etc.;
  • Criação de barreiras à importação de alguns bens de consumo, de forma a preservar a competitividade da indústria nacional;

Ambiente Sócio-Cultural

  • Indivíduos e empresas se envolvendo e comprometendo com causas ligadas à sustentabilidade;
  • Aumento da pressão da opinião pública para o combate à corrupção;
  • Crescimento do consumo coletivo e da ocorrência de iniciativas bem sucedidas de colaboração;
  • Jovens aspirando ser empresários, gerando uma onda de empreendedorismo criativo;

E então, já parou pra pensar como estas tendências e previsões podem afetar o desenvolvimento de seus negócios? A hora é agora. Pare, pense, planeje! E fique melhor preparado para colher resultados, independentemente do que vier acontecer.

Por aqui, nós achamos que 2012 pode ser o que a gente quiser. Afinal o futuro se cria, e não apenas acontece.

E você, espera o que de 2012?

Use o espaço de comentários aí embaixo, faça suas previsões, ou expresse seus desejos, e vamos juntos fazer 2012 acontecer.

 

Carlos Steffen

Carlos Steffen Engenheiro eletricista e especialista em marketing, Carlos desenvolve atividades de consultoria e capacitação em marketing, planejamento, desenvolvimento de projetos e empreendimentos e desenvolvimento de mercado. Escreve aqui no blog sobre marketing, tecnologia, inovação, planejamento, capital intelectual, gestão de projetos e processos e formação de empreendimentos.

Caçando tesouros? Comece usando o espelho

Publicado em 4 de outubro de 2011 por Mônica Latorre
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A verdade, conforme algumas tradições milenares, é algo permanente, ou seja, segue válida e sábia, independentemente do tempo e do espaço. Com a devida atenção, podemos reconhecer algumas leis universais, princípios que não só “funcionam” como nos guiam, independentemente de nossa vontade, reconhecimento ou aceitação. E meu intento aqui hoje é explorar uma máxima bastante antiga: o conhecimento sobre nós mesmos como um elemento-chave para o crescimento.

Pensador

Buckingham e Clifton, no livro “Descubra seus pontos fortes”, batem forte numa noção “simples”, embora ainda não devidamente internalizada nas organizações: pessoas bem-sucedidas usam sua energia para aprimorar aquilo que fazem de melhor e não buscando compensar carências ou corrigindo “fraquezas”.

Mas como saber no que sou bom? Qual meu efetivo potencial? O raciocínio de Sócrates novamente pode ser muito válido aqui. A introspecção é um atributo importante neste momento. Muitas vezes sou questionada neste sentido e, invariavelmente, convido o interlocutor a se auto-observar. E, via de regra, percebo ceticismo ou desconfiança quanto a esta sugestão. Pois bem. Talvez para complicar um pouco, mas também pela complexidade humana, inúmeras são as teorias e terminologias para definir nossos estilos, que ensejam nossas preferências.

Encruzilhada

Talentos, segundo tais autores, são “seus padrões naturalmente recorrentes de pensamento, sentimento ou comportamento que podem ser usados produtivamente”. Ou seja, parecem tão naturais que muitas vezes sequer são reconhecidos. Embora ainda não seja um exercício tão corriqueiro, podemos não apenas identificar nossos talentos, mas ainda alimentá-los, expandi-los. E mais: não seria este nosso maior desafio? Nos apropriarmos continuamente de nosso potencial e manifestá-lo, trazendo vitalidade à vida?

Olhar-se no espelho, entretanto, nem sempre é agradável. Para se reconhecer por inteiro, é preciso explorar cada cantinho, da linda sala de estar ao mais empoeirado e contaminado porão. E talvez este seja um dos principais motivos a nos afastar do mergulho interior. Mas sim, é preciso saber de antemão que, independentemente de nosso estilo ou talento principal, nos desenvolvemos e somos bons em algo e não tão geniais ou adequados em outro. Afinal de contas, são hemisférios cerebrais diferentes. Sinapses específicas. Crenças e valores diversos. O perfeccionismo ou a necessidade de trazer à luz apenas o que “tem valor” embota qualquer movimento de expansão. Ao represarmos nossas imperfeições, trancafiamos também nosso brilho.

Faça um exercício de reflexão: quais minhas facilidades? Em que me destaco, naturalmente? Que adjetivos ou mesmo apelidos carrego, outros me sinalizam com frequência? Que atributos meus são demandados, seja em família, seja no trabalho? Quando me sinto vitorioso? O que mais prezo em minhas ações, no meu dia-a-dia? E depois, pergunte o que seus amigos, familiares, colegas e a todas as pessoas que lhe são caras o que elas têm a lhe dizer sobre isto.

Esta discussão continua…

Mônica Latorre

Mônica Latorre Psicóloga, mestre em educação de empreendedores, coach com certificação internacional pelo Integrated Coaching Institute (ICI) e facilitadora de grupos de Pathwork, Mônica desenvolve atividades de consultoria e capacitação em desenvolvimento pessoal, com ênfase em protagonismo e desenvolvimento do comportamento empreendedor. Escreve aqui no blog sobre coaching, desenvolvimento de pessoas, protagonismo, liderança, comportamento empreendedor e psicologia organizacional.

Notas sobre o Plano da Secretaria da Economia Criativa

Publicado em 27 de setembro de 2011 por Felipe Spilari
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Acabo de fazer uma leitura dinâmica do plano contendo as diretrizes e políticas públicas para a economia criativa brasileira entre 2011 e 2014, que a Secretaria da Economia Criativa, vinculada ao Ministério da Cultura, divulgou na última sexta-feira. Caso você tenha tempo sobrando, o Plano da Secretaria da Economia Criativa está disponível para download aqui (são 148 páginas). Mas como imagino que este não seja o seu caso, destaco aqui os principais pontos do documento (o post ficou longo, mas é melhor do que ler 148 páginas, ainda que alguns dos artigos de reflexão valham a pena):

Definição da Economia Criativa

Como existem diversas definições de economia criativa, indústrias criativas, etc., o plano se preocupa em definir os conceitos na visão da Secretaria. Assim, as indústrias criativas são chamadas (corretamente, na minha visão) de setores criativos e recebem esta definição: “os setores criativos são todos aqueles cujas atividades produtivas têm como processo principal um ato criativo gerador de valor simbólico, elemento central da formação do preço, e que resulta em produção de riqueza cultural e econômica“.

Já a Economia Criativa é definida “a partir das dinâmicas culturais, sociais e econômicas construídas a partir do ciclo de criação, produção, distribuição/circulação/difusão e consumo/ fruição de bens e serviços oriundos dos setores criativos, caracterizados pela prevalência de sua dimensão simbólica.”

Escopo dos Setores Criativos

O plano se preocupa também em mapear e agrupar os setores criativos:

Setores Criativos

No que diz respeito às atividades listadas, penso que:

  • No campo do Audiovisual, do Livro, da Leitura e da Literatura, concentrar as atenções relacionadas a livro, leitura e literatura  somente a publicações e mídias impressas é uma falha, no momento em que simplesmente ignora o crescimento da importância do livro, da leitura e da literatura em ambientes digitais.
  • No campo das Criações Funcionais, existem outras atividades que poderiam também ser listadas, indo além de moda, design, arquitetura e arte digital.

Estimativas sobre a Economia Criativa

O documento traz alguns dados sobre a grandeza da economia criativa no país:

PIB Setores Criativos

Empregos Setores CriativosExportações Setores Criativos

Princípios Norteadores da Economia Criativa Brasileira

  • Sustentabilidade;
  • Diversidade Cultural;
  • Inovação;
  • Inclusão Social.

Desafios da Economia Criativa Brasileira

Os desafios da economia criativa brasileira, já citados aqui no blog anteriormente, são:

  • Levantamento de informações e dados da Economia Criativa;
  • Articulação e estímulo ao fomento de empreendimentos criativos;
  • Educação para competências criativas;
  • Infraestrutura de criação, produção, distribuição/circulação e consumo/fruição de bens e serviços criativos;
  • Criação/adequação de Marcos Legais para os setores criativos.

Objetivos da Secretaria da Economia Criativa

  • Promover a educação para as competências criativas através da qualificação de profissionais capacitados para a criação e gestão de empreendimentos criativos;
  • Gerar conhecimento e disseminar informação sobre economia criativa;
  • Conduzir e dar suporte na elaboração de políticas públicas para a potencialização e o desenvolvimento da economia criativa brasileira;
  • Articular e conduzir o processo de mapeamento da economia criativa do Brasil com o objetivo de identificar vocações e oportunidades de desenvolvimento local e regional;
  • Fomentar a identificação, a criação e o desenvolvimento de pólos criativos com o objetivo de gerar e potencializar novos empreendimentos, trabalho e renda no campo dos setores criativos;
  • Promover a articulação e o fortalecimento dos micro e pequenos empreendimentos criativos;
  • Apoiar a alavancagem da exportação de produtos criativos;
  • Apoiar a maior circulação e distribuição de bens e serviços criativos;
  • Desconcentrar regionalmente a distribuição de recursos destinados a empreendimentos criativos, promovendo um maior acesso a linhas de financiamento (incluindo o microcrédito);
  • Ampliar a produção, distribuição/difusão e consumo/fruição de produtos e serviços da economia criativa;
  • Promover o desenvolvimento intersetorial para a Economia Criativa.
  • Efetivar mecanismos direcionados à consolidação institucional de instrumentos
  • regulatórios (direitos intelectuais, direitos trabalhistas, direitos previdenciários, direitos tributários. Direitos administrativos e constitucionais).

Vetores de Atuação da Secretaria da Economia Criativa

Vetores Secretaria da Economia Criativa

Ações e Produtos da Secretaria da Economia Criativa

Ações Secretaria da Economia Criativa

Minha Avaliação

Apesar da demora em sair – quase 10 meses – e de algumas lacunas nos chamados setores criativos, o plano ficou consistente e eleva as expectativas sobre as ações da secretaria. Não que eu pense que empreendedores criativos precisem de ajuda do governo para levantar a bunda da cadeira e tornar seus projetos realidade. Muito pelo contrário! Mas, enfim, é sempre bom contar com apoio para aumentar as chances de sucesso, principalmente quando o assunto é financiamento e capacitação.

Agora, é torcer para que tudo saia efetivamente do papel, o que, tratando-se de iniciativas governamentais aqui no Brasil, sempre precisa de uma torcida muito grande. Lançar planos e inaugurar placas e maquetes é fácil. Executar, realizar e entregar é uma outra história. A primeira iniciativa, as Criativas Birô, já começa a se tornar realidade. Espero que o mesmo aconteça com o restante e que tudo isso realmente sirva para fomentar o empreendedorismo criativo. :)

Felipe Spilari

Felipe Spilari Administrador e especialista em marketing estratégico, Felipe desenvolve atividades de consultoria em planejamento estratégico, marketing e estruturação de negócios. Escreve aqui no blog sobre planejamento, marketing, inovação, empreendedorismo, economia criativa e e-business.

Inovação Radical x Inovação Incremental x Imitação

Publicado em 26 de setembro de 2011 por Felipe Spilari
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Há uns 2 meses, participei de um workshop de gestão da inovação, promovido pela ABINEE-RS em parceria com a LUCEM. Em um dado momento, o debate se concentrou na importância para as empresas em saber se a inovação é radical ou incremental. Um dos participantes argumentou que seria de extrema importância, uma vez que essa informação seria vital para a empresa decidir se deveria ou não investir em determinado projeto de inovação; enquanto um dos palestrantes colocou que essa seria uma discussão secundária e que a avaliação de investimento não se resumiria somente a isso.

De lá pra cá, tenho me deparado com algumas notícias e artigos interessantes – dos quais destaco o “‘Imovação’ pode ser o diferencial” da HSM  – que me motivaram a escrever sobre o tema.

Já é sabido que inovar não é sinônimo de reinventar a roda nem de trazer ao mundo algo totalmente novo: a inovação pode ser de diferentes tipos (de produto, de processo, de marketing, organizacional…) e graus de novidade e difusão (nova para a empresa, nova para o mercado, nova para o mundo ou radical, incremental, local, global…)*. Mas no que vale a pena arriscar? Em ser o primeiro e apresentar produtos, serviços, modelos de negócio totalmente novos e ruptores de paradigmas ou em adaptações, inspirações e – por que não? – imitações de produtos, serviços e modelos de negócios já existentes?

A história recente tem mostrado que nem sempre o pioneiro leva a melhor com o passar do tempo, apesar da máxima de Al Ries de que é mais importante ser o primeiro do que ser o melhor. Pegando os melhores exemplos da atualidade, Facebook e Google não foram os pioneiros em redes sociais e em mecanismos de busca, respectivamente. No entanto, ambos conseguiram inovar e conquistar milhões de clientes adaptando serviços que já existiam e descobrindo uma forma melhor de fazê-los. Afinal, é sempre melhor aprender com os erros dos outros.

Aqui no Brasil, o Peixe Urbano copiou o modelo de negócio de sucesso do Groupon no EUA e inaugurou no ano passado a febre das compras coletivas. Feio? Nem um pouco: conquistaram clientes e investidores, ganham muito dinheiro e, até onde sei, são líderes no mercado brasileiro, acompanhados de perto pelo gigante mundial Groupon. Aliás, essa prática de imitar negócios de sucesso de outros lugares já vem ocorrendo com frequência em todo o mundo e há até empresas especializadas em levar modelos de negócio consagrados para mercados em que eles ainda não existam, como é o caso da Rocket, chamada pela Exame de “fábrica de clones” em matéria da edição do fim de agosto.

Assim, me parece que, para empresas ou o empreendedores que não tem capital abundante para arriscar ou ideias radicalmente inovadoras, mais vale inovar adaptando aquilo que já existe. Afinal, levando ao extremo e parafraseando um dos mandamentos que o comandante Rolim criou para a TAM, “quem não tem inteligência para criar tem que ter coragem para copiar”. Esperto é aquele que sabe combinar elementos já existentes para trazer ao mundo algo melhor e ainda fazer rios de dinheiro com isso.

E você, o que acha?

*Se você quiser se aprofundar sobre terminologia, tipos e graus de novidade e difusão, recomendo a leitura do Manual de Oslo, com versão em português elaborada pela Finep.

Felipe Spilari

Felipe Spilari Administrador e especialista em marketing estratégico, Felipe desenvolve atividades de consultoria em planejamento estratégico, marketing e estruturação de negócios. Escreve aqui no blog sobre planejamento, marketing, inovação, empreendedorismo, economia criativa e e-business.

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